quarta-feira, 1 de maio de 2013

A experiência da hipocrisia

Gostaria de dividir com você uma experiência que embora simples me fez refletir sobre um tipo de hipocrisia: a “hipocrisia natural” que existe em todo ser humano – em alguns de modo mais acentuado, em outros de modo menos evidente.

Recentemente no trajeto de ida ao trabalho, ainda no ônibus, passei por uma determinada situação. O ônibus estava lotado como sempre – e eu estava em pé – aliás, sempre fico, porque facilita a minha saída. Mas próximo a uma determinada estação um senhor se locomoveu dentro do veículo e com muita dificuldade tentou apertar o botão que sinaliza ao motorista que deveria parar ali. O velhinho encontrou muita dificuldade para apertar o botão porque o movimento brusco do ônibus o atrapalhava bastante. Eu estava bem ao lado desse senhor, olhando para a insistente tentativa dos seus dedos em apertar aquele tão almejado botão. E não fiz nada! Absolutamente nada! Mesmo bem perto dele. Preferi continuar em meu cantinho, ouvindo mp3 ao fone de ouvido.
Era simples: eu poderia tê-lo ajudado com o simples gesto de ter apertado o botão e evitaria um desgaste a mais. Para mim não custaria nada, não doeria nada, haja vista ser muito mais jovem que ele e estar com toda a vitalidade para isso.

Confesso que naquele momento, não sei o que aconteceu , estava apático, indiferente. Só depois que o senhor desceu do ônibus foi que eu caí na real. Eu poderia ajuda-lo, tive uma chance e não aproveitei por mero “comodismo”, por mera “frieza”.

Talvez eu tivesse na “zona de conforto” por estar em pé e não estar ocupando as poltronas reservadas às pessoas idosas. Sabe a sensação “já estou fazendo muito”? Pois é...

E na verdade é bem assim que acontece em nossas vidas. Todo mundo tem um discurso bonito de “ajuda ao próximo”. Mas muito pouco – se não, nada – fazemos.

Se formos observar as inúmeras chances que temos para dar um empurrãozinho positivo na vida de outras pessoas e aliarmos isso às ações objetivas – esse mundo seria muito melhor – as pessoas seriam mais humanas. Nós é que não enxergamos.

O grande problema é que gostamos de calcular, pensar, analisar tudo quando deveríamos simplesmente agir.

É hora de reverter a “hipocrisia natural” que há em nós em ações práticas e objetivas que nos tornem em seres humanos um pouco melhores.

Mas olhando de outro lado, foi “bom” que isso tenha acontecido comigo para cair na real, e estar compartilhando essa experiência com você agora. Eu e você, devemos aumentar a frequência do gesto de estender a mão ao nosso próximo. Todo momento é momento de ajudar! Numa próxima oportunidade de ajudar o próximo... AÇÃO! E se bater aquela vontade de não ajudar, ignore o comodismo e seja objetivo.
Tudo de bom para você e para mim,

Vinicius Brito.
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