domingo, 24 de setembro de 2017

Como pode o servo de Deus apedrejar?

Estamos vivendo um tempo de tantas trevas e de invasão do mundo na Igreja (num parâmetro geral e tão avassalador), que uma parte considerável dos que se dizem de Deus já passam a agir como juízes e atiradores de pedras. É uma constatação triste...

Se a Igreja ou o pastor diz algo que condiz com a Bíblia, sigamos. Se não, NÃO sigamos.

As palavras GRAÇA e MISERICÓRDIA tem hoje seus significados reduzidos a QUASE ZERO. Está sendo mais divertido para muitos crentes de hoje a adrenalina do apedrejamento, da acusação, do enforcamento, da matança e do uso de ações que nem Moisés com sua lei rudimentar (e abolida) ousaria realizar.

O sanduíche de "burburinho de aleluia" com "recheio cremoso de pataquada evangélica" tem sido produzido, vendido e comido por uma MULTIDÃO - nas BigMacs (igrejas) e fomentada por seus atendentes (pastores).

As exceções existem claro. Porém em processo de extinção. E é aí que precisamos tomar muito cuidado. Para não perdermos nossa identidade de servos DE DEUS em meio a uma era devastada pela corrupção espiritual. Precisamos e devemos ser EXCLUSIVAMENTE DE DEUS (moldados e conduzidos por Ele).

O choro, trauma e a agonia das vítimas de apedrejamentos e abusos espirituais são silenciosos perante os olhos de tantos capatazes da fé e seus seguidores cegos - mas tem chegado ao trono de justiça do Senhor.

Não podemos deixar de saber e confiar que Deus além de amor é justiça.

A voz da multidão é PERIGOSA.

A voz do povo NÃO é a voz de Deus. A voz de Deus vem por meio de Sua Palavra Revelada (a Bíblia) - e ponto final. A ela devemos observar e parear nossas condutas morais espirituais e sociais.

Não julgue. Não apedreje. E não siga multidão. Mesmo que ela tenha aparente rótulo de piedade.

A vida cristã é um nadar contra a correnteza - sempre na direção dos exemplos exclusivos de Jesus.

Congregar é preciso. Mas andar cegamente nos preceitos de uma congregação religiosa ou de sua tradição sem ao mínimo comparar com o "Assim diz o Senhor" é E-R-R-A-D-O.

Quando Jesus perdoou à prostituta e disse "nem Eu também te condeno. Vai e não peques mais" Ele nadou contra a correnteza religiosa daquela época - foram os crentes (lógico, uma parcela) daquele período que queriam apedrejá-la, achando-se todos eles inerrantes.


Nadar contra a correnteza NUNCA foi fácil. Mas é preciso. Principalmente na realidade da igreja deste século.

Muita gente tem agido mal gerando uma multidão de prostrados espirituais, que feridos por receberem tantas pedras ficam sem forças de se levantarem do chão. Muito se fala sobre a necessidade destes prostrados olharem para Jesus, o que é verdade. Pouco se fala sobre a responsabilidade que recai aos causadores de tais situações diante do Autor. Algo tão grave perante Deus que só saberemos no JUÍZO o real teor de tal quadro – através da sentença Soberana sobre os alto proclamados juízes... que nem vale aqui mencionar...

Que Deus tenha misericórdia. Que sejamos mais misericordiosos como Ele e que saibamos agir de acordo com a Palavra - não cegamente por mentes vaidosas e por pessoas de caráter espiritual corrupto, impiedoso e carnal.


Medite em João 8:1-11.
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